Pesquisar neste blogue

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Amizade!

Aos meus amigos...

Nesta quadra Natalícia queria deixar uma palavra aos amigos. Aqueles poucos que para mim são importantes e que são parte da minha vida. A melhor forma de o fazer é por intermédio de Fernando Pessoa...

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Até que os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo.... Um dia os nossos filhos vão ver as nossas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes desde aquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo..... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida te passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
 
Fernando pessoa - Dedicatória aos amigos

Divirtam-se e Boas Festas

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Historia do Natal - Contada numa linguagem actual

Feliz Natal!!!

Encontrei este vídeo no youtube. Achei que seria uma excelente mensagem de Natal aqui para o blog.
 



Qualquer duvida sobre este video pode ser esclarecida enviando um e-mail para "jose.carpinteiro@gmail.com" :-) :-) :-)

Feliz Natal
Divirtam-se que isto não está para tristezas

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A Proposito do OE/2011

Será que cada nação tem os políticos que merece?

Triste fado o nosso. Gente forte e capaz que outrora descobriu e dominou meio mundo, vê-se agora governada por um "bando" de políticos inúteis, incapazes e incompetentes. 

Porque será que esta gente que lá fora trabalha e é bem vista aos olhos dos nosso parceiros comunitários não consegue, por cá, evoluir e crescer como nação. Um pais é assim como uma corrente. É tão forte como o seu elo mais fraco. Na minha opinião este elo fraco são as pessoas que governam este país.

 "Um fraco rei, faz fraca a forte gente". Luiz Vás de Camões

Divirtam-se

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Prosa Dedicada às Motos...

 "Uma paixão explicada num texto sublime"

Boas,
Encontrei este texto no Fórum CBF Portugal do qual faço parte. Alguém ainda jovem que recentemente adquirira uma mota e que perguntava se existiria literatura que trouxesse um pouco de luz á sua mãe. Esta não conseguia perceber o fascínio do filho pelas duas rodas e que vivia em perfeito terror cada vez que ele saía de casa. Foi então que um membro do Fórum encontrou este texto e o publicou. 

Obrigado Manpei por nos dares a conhecer este magnifico texto.

"Uma Prosa dedicada às motos

Se o automóvel é o primogénito do coche antigo, assente em várias rodas e puxado por muitos cavalos, não há dúvida de que a moto é o cavalo ele mesmo. Na verdade muitos dirão que lhe falta a crina, o relincho e o suor do animal de carne e sangue. Também a vontade própria que lhe permitia os coices, e a dependência de um alimento compacto que fazia da besta um vizinho do seu dono. Mas, em contrapartida, as duas rodas transformaram-no em alguma coisa que consegue outras distâncias, e permitiram realizar a infatigabilidade que no bicho era impensável supor. Em tudo o mais se assemelham e cumprem a mesma função. Em cima da mota a pessoa é independente, e o selim, feito para um só, permite quando muito o aconchego de um outro que faz companhia e se leva ao longe. Abraçado pelas pernas ao animal de aço, também o corpo se expõe ao vento e à tracção do ar, e realiza assim o que o risco sempre significou para o homem quando jovem. A exigência de força física, da agilidade, da versatilidade da cintura, a coordenação dos movimentos, tornam-no um objecto próprio para heróis. A exiguidade da dimensão permite que ultrapasse rápido, se esgueire por entre nesgas de trânsito e deixe para trás aqueles que obrigatoriamente se imobilizam junto ao chão, castigados pela comodidade das quatro rodas. Há na desenvoltura dos motociclistas um atrevimento que faz sonhar. Assim sobre a moto o homem coloca ardor de ser audaz e encontra a possibilidade de ser temerário, já que as sociedades modernas lhe diminuíram as oportunidades de ser valente com o seu próprio corpo. Por isso mesmo os franceses lhe chamam “siège de feu”, apenas porque não se lembraram de lhe chamar de cavalinho de oiro.
O jovem afaga o seu transporte, olha com desdém para o portal da casa, imagina a via livre onde poderá acocorar-se em novelo como se disparado, e as curvas em que poderá raspar as bermas como se caísse.
Por vezes, em sítio próprio, a mota poderá saltar como se voasse. Todos os que lhe impedem essa trajectória de sonho e riscos são malquistos. Mas a chamada para esse denodo é alguma coisa mais forte do que o querer individual de cada um. Aliás, agora pelas estradas, os moços, em motas, andam grupos como nómadas. Fazem excursões e ocupam os espaços como bandos. São pequenos exércitos naturais à procura da sua própria cavalaria e da sua contenda. Eu gosto de os ver passar. Eles cumprem um destino de vida que os leva a fugir, com ruído e ferocidade, dos panos quentes, das mesas e das camas. A fugir do leite e das horas certas de dormir. Sem saberem, eles simulam a migração que os seus antepassados fizeram na sua idade, ao cruzar os continentes sem saber onde iriam parar.
Foi assim que a terra se povoou.
Nas suas cabeças passa um destino que se desconhece.
Eles mesmo julgam que se rebelam e, contudo, obedecem a uma força da Natureza que os vai chamando.
Por isso, quando passam produzindo o som inconfundível, entre ameaçador e gritante, tiro-lhes o meu chapéu, abrando o carro, deixo-os passar.
Mas nem todos abrandam diante dos cavalinhos de oiro. Há mesmo os que aceleram, ou apertam, ou perseguem, ou driblam ou que são simplesmente indiferentes.
Traçam tangentes como se não os vissem. Depois, há os camiões grandes, os que pesam várias toneladas e cujo motorista vai tão alto, sentado no seu trono, que mal dá pelas motas a passar. Se são dois camiões altos e pensam muito, e levam as grandes rodas expostas, e grandes cargas montadas, a estrada fica cheia de peso. Os rapazes das motas têm tanta pressa. Como vão esperar pelas manobras lentas dos grandes camiões das estradas, e pelas tangentes dos carros, protegidos por chapas e estofos?
A proteger o corpo dos ocupantes das motas, vai só um pedaço de fazenda, ou quanto muito, um blusão de cabedal. E a sua pressa é tão grande, e a noção de que os seus corpos são inatingíveis é tão altiva. E a confiança no piso, na máquina e na ausência de obstáculo é tão forte. O coração motorizado da máquina, batendo o coração do jovem, é um todo invencível que passa sem qualquer peso de montada. Sem qualquer necessidade de vénia ou descanso.
Por isso abrando a marcha do meu carro e espero que passem todos para não lhe inibir a rota, nem lhes impedir o pensamento fixo. Não me quero juntar aos obstáculos que as mães foram pondo, até que as vontades dos seus filhos fossem mais fortes.
Eu respeito essas pequenas montadas conduzidas por pessoas que desejam coisas, com uma vontade muito maior do que elas mesmo têm. Eu já fiz tudo para contrariar essa vontade. Agora, porém, eu compreendo o trajecto que medeia entre a proibição e a mota.
Ao fundo da escada, o meu filho tem uma.

Autor: Lidia Jorge
"

Divirtam-se

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Cambada de incultos...

"Quêeeeee??? Queemmmm??? "

Depois de ter visto esta pequena entrevista não resisti a colocar este post.

Diz-me o que sabes do 25 de Abril e eu dir-te-ei quem és.



...és UMA BESTA INCULTA. É isso que tu és ... :-) :-) :-)

Resta agora saber porque é que ninguém sabe o que foi o 25 de Abril. Não se fala muito dele a não ser um feriado que lhe é dedicado, pouco ou nada é ensinado na escola e há uma generalizada falta de interesse por parte das gerações mais novas. Dá que pensar néeee????

Divirtam-se

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Novidade

Sejas bem-vindo a este mundo insano...

Olá a todos!

Eram 21:24 do dia 24 de Junho quando, nasceu no Hospital da Luz o meu filho. Nasceu sem problemas mas foi apressado...hehehehe...nasceu de 35 semanas. Pequenino...chegou a este mundo insano o Rodrigo.

Durante os 8 dias seguintes foi a minha grande alegria e também a minha grande preocupação. Para além do tempo não houve à partida nenhum problema mas, 30 minutos depois estava com visíveis dificuldades respiratórias e teve que ser ligado a um ventilador numa incubadora. Nessa quinta feira saiu do quarto com a pediatra e uma equipe de enfermeiras para só o voltarmos a ver no dia seguinte na unidade de cuidados neonatais. Sabíamos que era fundamental para ele estar ligado ao ventilador, pois tinha que ganhar autonomia respiratória para ficar bem mas, quando o vimos todo entubado e ligado a uma parafernália de instrumentos, ficámos de coração partido. A mãe saiu de lá com o coração partido e eu, apesar de muito calmamente ter acalmado a mãe e a ter de alguma forma sossegado, vinha pior do que ela.

Hoje aquilo que mais me recorda desse dia é a musica que vinha a passar na rádio quando saí do Hospital. Sosinho no carro e com as lágrimas a correrem pela face ouvia então os Perl Jam com "Just Breathe".


Passadas 3 semanas, o Rodrigo está a crescer forte e saudavel e está longe de ser aquele bebe frágil que vimos na incubadora.

Meu filho...sê bem vindo a este mundo de gente insana. Espero que venhas a marcar a diferença

Divirtam-se


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Novos Pilares da Economia Portuguesa.

Para irem pensando...

Este pais está transformado num verdadeiro "paraíso". Até quando iremos deixar que isto aconteça???


Divirtam-se enquanto isso ainda não pagar imposto... 

terça-feira, 1 de junho de 2010

Pois é...

Pois é...

Pois é...isto tem andado um pouquito ao abandono. Falta tempo, que agora é necessário para outras coisas. Estou prestes a iniciar uma nova aventura. Esta será diferente de todas as outras...vou ser pai.

Como qualquer aventura, requer preparação e esta mais que todas as outras... se por um lado deixei de ter tempo para as minhas actividades,  por outro, a preparação para a chegada do reguila tem sido cheia de momentos felizes. E vou ficando mais feliz com o aproximar da data final. 31 de Julho é a data prevista para conhecer o "Rodrigo". Isto significa que a falta de tempo será tanto maior,  quanto menor for o tempo que falta para o evento.

Já não temos tanto tempo para conviver com os amigos e para os meus passeios de mota nem se fala... e esta ultima faz-me uma falta desgraçada porque é o meu anti-stress favorito. Ainda assim, fez nesta Sexta-Feira passada 8 dias, que consegui sair do emprego mais cedo e antes de ir para o meu joguinho de futebol, consegui dar um saltinho a Carcavelo. Foi uma maravilha! Até teve direito a foto e tudo.



Tenho cá umas saudades de me fazer á estrada....mas não dá. Há coisas mais importantes para fazer agora. Tais como preparar o quarto do herdeiro.


... e também de umas roupitas a condizer, não é!?


Agora é só esperar por ele...e já agora esperar ter tempo para pelo menos para tirar a mota da garagem uma vez por mês, senão enlouqueço :-)

Divirtam-se