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segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Projecto Gutenberg





A cultura como deveria de ser: Barata e Acessível.

Gosto bastante de ler e, como tal, tenho o habito de adquirir vários livros. Da última vez comprei três livros e gastei cerca de 60 Euros. Pensei cá para os meus botões:"Bolas! Os livros estão pela hora da morte!". Comentei o facto com amigos e todos pareciam ter a mesma opinião. As editoras e o estado têm vindo a contribuir para o exagerado preço de livros, CD's e DVD's, dificultando cada vez mais o acesso à cultura.
Foi então que através de um amigo tomei conhecimento do"Projecto Gutenberg".

O Projecto Gutenberg (PG) é o primeiro produtor de livros electrónicos grátis e de utilização livre, bem como, a primeira biblioteca digital. O projecto teve início em 1971 por intermédio de um senhor chamado Michael Hart, e a sua primeira publicação foi a "Declaração de Independência". O objectivo do PG é de fornecer textos electrónicos gratuitos e de utilização livre a toda e qualquer pessoa. Resumindo: A filosofia do PG é disponibilizar informação ao público em geral, em formatos suportados pela maioria do computadores para que qualquer pessoa possa facilmente ler, usar, citar e pesquisar.
Outra das missões do PG é encorajar todos aqueles que estão interessados em fazer e distribuir livros electrónicos (dentro das limitações dos direitos de Autor). De facto
o PG é totalmente constituído por voluntários. Todas as pessoas são bem vindas ao PG. Para quem estiver interessado em ajudar existem várias formas para o fazer:
- Ajudar a rever um livro;
- Produzir um livro;
- Gravar CD ou DVD;
- Doar Dinheiro;
- Ajudar a promover o PG.

O PG propôs-se a publicar duas categorias de livros:
- Livros em domínio publico cujos direitos expiraram nos estados unidos;
- Livros protegidos por direitos de autor, mas cujo autor tenha dado autorização para a sua distribuição por parte do PG.

Para facilitar o acesso às obras disponíveis, a selecção de textos electrónicos do PG está agrupada em três grupos distintos:
- Literatura Ligeira. Tais como Alice no pais das Maravilhas, Peter Pan, etc.;
- Literatura Pesada. Bíblia, Shakespeare, etc.;
- Referencias; tais como enciclopédias e almanaques.



Agora que já conhece o “Projecto Gutenberg” e uma vez que estamos na quadra Natalícia, porque não aproveita e vai buscar uns contos de Natal para ler aos seus filhos?

Referencias: www.gutenberg.org/

sábado, 25 de novembro de 2006

The Big E

Esteve recentemente em Lisboa o maior porta-aviões da marinha do Estados Unidos. Este gigante esteve ancorado à entrada da barra, pois pela sua dimensão (12 metros submersos e 76 à superficie) não pode entrar no estuário do Tejo.

O USS Enterprise com o nome de código CVN-65 faz parte do meu imaginário de criança (ainda faz). Poder um dia visitar este gigante e ver de perto o navio, os aviões e a sua tripulação em actividade era um verdadeiro sonho. Nesta sua última passagem por Lisboa alguns felizardos puderam visitar este navio e concretizar o seu sonho. Para aqueles que, tal como eu, não tiveram esta fabulosa oportunidade, deixo aqui alguns dados sobre o Enterprise.


The “Big E”

O USS Enterprise, conhecido por “Big E”, é o primeiro porta-aviões nuclear do mundo e também o maior do arsenal Norte-americano.

Lançado ao mar a 24 de Setembro de 1960, esteve presente em alguns dos maiores conflitos internacionais desde a crise dos mísseis em Cuba, até à recente Crise do Iraque, passando pelo Vietname. Foi referenciado muitas vezes como uma dos principais armas das forças norte-americanas.

Com uns impressionantes 342,3 metros de comprimento, 76,2 metros de altura e com um peso aproximado de 93500 toneladas, é uma verdadeira cidade flutuante. Através do labirinto de corredores que percorrem o porta-aviões, existe de tudo um pouco: lojas, ginásios, gabinetes jurídicos e tudo o que é necessário para dar apoio a uma tripulação superior a 5000 pessoas. A sua área de voo tem uma área com cerca de 18211.5 m², descrita como um dos locais de trabalho mais perigosos do mundo.

O Big E, possui uma potência superior a 200 mil cavalos que o fazem mover a 30 nós. Cada uma das duas âncoras deste monstro pesa "apenas" 30 toneladas. A sua frota de aeronaves é composta por aviões de combate, os F/A- 18 Hornet e Super Hornet;

EA-6B Prowler, utilizados na guerra electrónica; Helicópteros SH-60 Seahawk; E-2C awkeye, para vigilância aérea e o S-3B Viking, jactos subsónicos que permitem abastecer aviões em pleno voo.


Para mais informação:

Wikipedia – Enterprise

The big E

The united States Navy – Enterprise

Navy Site

Uss Enterprise Fotos

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Lidador - Baía de Angra do Heroismo

Durante as minhas férias na Ilha Terceira em Julho do corrente ano, tive a notícia de que tinha sido recentemente criado o primeiro parque arqueológico subaquático dos Açores e que este dava os primeiros passos na baía de Angra do Heroísmo. Era agora permitido aos amantes do mergulho e da arqueologia visitar algum do espólio arqueológico da baía até então vedado aos comuns dos mortais. Os locais visitáveis são: “Cemitério de ancoras” e ”Vapor Lidador”.

Animados com a notícia, planeamos o nosso mergulho. Esperámos dias a fio pelas condições ideais para o mergulho. Como íamos efectuar um mergulho em apneia, era necessário que pelo menos a visibilidade fosse boa. Finalmente estavam reunidas as condições para o mergulho. Vestimos o equipamento e fizemo-nos à agua a partir do cais da Figueirinha. Nadamos até ás bóias que sinalizavam o naufrágio (50m) e descemos pelos seus cabos.

O mergulho foi espectacular, durante mais de uma hora mergulhamos vezes sem conta, quase nos esquendo de vir respirar.

O naufrágio do vapor Lidador

Em 1878, naufraga na Baía de Angra do Heroísmo, o vapor brasileiro Lidador. Hoje em dia, o Lidador ainda se revela imponente por sob as águas da Baía. Com efeito, o que resta do seu casco prolonga-se por cerca de oitenta metros numa direcção noroeste-sudoeste, com a proa apontada à Prainha.

Ainda bem visível, a sua engrenagem revela a turbina e o veio do hélice, ao qual se unem as bóias de amarração do Clube Náutico.

Situado, em média, entre a 5 metros e os 9 metros de profundidade, o Lidador é facilmente acessível ao mergulho em apneia. Com parte do casco ainda em bom estado, o Lidador constitui um bom testemunho da navegação do século passadoe proporciona um vivo testemunho daquele que foi um dos últimos naufrágios a ocorrer na Baía de Angra.

No final de Janeiro de 1878 chegava ao porto do Faial o vapor brasileiro de dois mastros de nome Lidador, pertencente à Empresa Transatlântica de Navegação. Tipicamente característico de uma época de transição, dividido entre a motorização a vapor e o recurso ao velame, este navio era propulsionado por uma única turbina e um único hélice.

Após o embarque dos emigrantes e dos passageiros faialenses que tinham o Brasil como seu destino final, o vapor rumou à Terceira naquela que seria a sua última escala. Ao chegar à vista da cidade de Angra, o navio ancorou por fora das fortalezas - ou seja, para o exterior do alinhamento formado pela Ponta de Santo António, no Monte Brasil, e pelo Forte de São Sebastião.

No porto encontravam-se já outros três barcos, todos à vela e todas de madeira: o patacho Angrense, o patacho inglês Jane Wheaton e o lugre, também inglês, Zebrina. As lanchas do porto imediatamente se dirigiram ao Lidador e depressa se iniciou o embarque dos emigrantes e das respectivas bagagens.

Ao anoitecer do dia 6 de Fevereiro, com as operações de embarque ainda a metade realizadas, o vento principiou a soprar com mais violência e a rondar para o quadrante sul. Pouco mais tarde, o vento soprava de sueste e tornava-se no tão temido vento Carpinteiro. Preso na armadilha, ao Lidador restava apenas recorrer àquilo que o tornava diferente dos barcos que anteriormente se tinham deparado, nesta zona, com a mesma situação. Com efeito, a energia da máquina a vapor possibilitava às embarcações dela dotadas fugirem da costa de modo a aguentarem, ao largo, o correr do mar. O perigo residia, não na tormenta, mas sim na proximidade da costa.

Na ânsia de se escapar à tempestade, a tripulação do Lidador deixa descair a âncora e não a consegue recolher atempadamente. Devido a este percalço, o navio gira em torno da amarração e acaba por embater, a 7 de Fevereiro, no recife submerso que se prolonga pela ponta do Forte de São Sebastião por mais de duzentos metros. Esta restinga, responsável por inúmeras perdas de embarcações no passado, desfere um autêntico golpe fatal ao navio. Com efeito, a colisão provoca um rombo no casco e a submersão da máquina pela água do mar, o que apaga as caldeiras explodindo, quase de imediato, devido à sobrepressão do vapor. O navio fica à deriva e à mercê do vento que o impele, inexoravelmente, em direcção a terra, fazendo-o colidir com o Jane Wheaton e quebrando-lhe o mastro do gurupés. Finalmente, acaba por encalhar paralelamente ao cais da Figueirinha, a não mais de cinquenta metros de distância da costa.Os náufragos, em pânico, são evacuados pelos botes dos navios ancorados e pela lancha da cidade, não sem experimentarem alguma dificuldade devido à agitação do mar no interior da Baía.

Links

Mergulho Arqueológico

Cruzado

A União. Jornal online